No período da pandemia esses dois termos ganharam mais atenção, pois estávamos passando por um período de isolamento social em que muitas pessoas acabam desenvolvendo transtornos como ansiedade, depressão e outros.
O Esgotamento mental e o Burnout são dois termos frequentemente usados e relacionados, mas há uma diferença importante entre eles.
Esgotamento Mental:
O Esgotamento mental, ou estafa, é uma sensação de cansaço e exaustão que pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo estresse, sobrecarga de trabalho ou problemas pessoais, incluindo a maternidade e paternidade.
Inclusive, a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece esse sintoma como um problema que afeta até mesmo o sistema imunológico.
O aumento de cortisol no sangue – hormônio liberado quando o indivíduo está sob estresse – desregula todo o sistema nervoso. Por ficar muito tempo submetido a tensão, o paciente pode apresentar diversas alterações físicas e psíquicas e uma delas é a estafa mental.
Quais são as causas do Esgotamento mental?
Existem uma série de fatores que pode ocasionar esses problemas, podendo ser eles ambientais e psicológicos, incluindo:
- Estresse crônico;
- Sobrecarga de trabalho;
- Problemas pessoais;
- Falta de apoio;
Sinais de Esgotamento mental
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:
- Cansaço excessivo;
- Falta de energia;
- Dificuldade de concentração;
- Irritabilidade;
- Depressão;
- Ansiedade.
Síndrome de Burnout:
A Síndrome de Burnout, por outro lado, é um transtorno psicológico mais sério que é causado por estresse crônico no trabalho.
Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou o Burnout como uma doença resultado de estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Em 1º de janeiro de 2022, a OMS reconheceu o transtorno como uma doença ocupacional.
O termo “Burnout” foi cunhado pelos psicólogos Herbert Freudenberger e Gail North, que identificaram 12 estágios ou fases dessa condição. Esses estágios representam a progressão gradual do Burnout e incluem:
- Necessidade de provar a si mesmo: No início, a pessoa se esforça para provar seu valor e competência no trabalho, muitas vezes trabalhando horas extras e assumindo mais responsabilidades.
- Dedicação excessiva: A pessoa começa a se dedicar cada vez mais ao trabalho, muitas vezes negligenciando suas próprias necessidades e interesses fora do ambiente profissional.
- Negligência de suas próprias necessidades: Os cuidados pessoais e o autocuidado são colocados em segundo plano à medida que o foco se volta completamente para o trabalho.
- Reformulação de valores pessoais: Os valores pessoais da pessoa podem mudar à medida que o trabalho se torna a principal prioridade, e outras áreas da vida são sacrificadas.
- Desprezo por necessidades pessoais: A pessoa pode começar a ignorar seus próprios limites e necessidades, muitas vezes levando a um ciclo de exaustão.
- Retirada: O distanciamento de amigos, familiares e atividades sociais é comum à medida que a pessoa se torna cada vez mais imersa no trabalho.
- Comportamento defensivo: A pessoa pode se tornar mais crítica e defensiva em relação a colegas de trabalho e superiores, à medida que a exaustão aumenta.
- Perda de energia: A energia física e mental diminui, e a pessoa pode sentir-se constantemente cansada e esgotada.
- Despersonalização: A empatia em relação a colegas de trabalho e clientes diminui, e a pessoa pode começar a tratá-los de maneira impessoal.
- Sentimento de vazio: Uma sensação de vazio e falta de realização se instala, apesar do trabalho árduo.
- Depressão: A exaustão crônica pode levar à depressão, com sintomas como tristeza profunda, apatia e falta de motivação.
- Burnout: Finalmente, a pessoa atinge o estágio de Burnout completo, caracterizado por uma exaustão profunda e completa, acompanhada de sintomas físicos e emocionais graves.
É importante entender que o Burnout não é uma condição que se desenvolve rapidamente, mas sim ao longo do tempo, à medida que a pessoa enfrenta níveis excessivos de estresse e pressão no trabalho. Identificar os estágios precoces do Burnout e buscar apoio profissional são medidas fundamentais para prevenir e tratar essa condição debilitante.
O que faz parte do Burnout?
Exaustão emocional (EE): Este é um dos principais indicadores do Burnout. Refere-se a um estado de esgotamento emocional profundo. As pessoas que sofrem de exaustão emocional podem se sentir drenadas, sem energia e incapazes de lidar com as demandas emocionais de seu trabalho ou vida pessoal.
Despersonalização (D): Este componente está relacionado à maneira como as pessoas interagem com os outros em seu ambiente de trabalho. Indivíduos com alta despersonalização podem começar a tratar as pessoas de forma impessoal, como se fossem objetos em vez de seres humanos. Isso pode levar a uma desconexão emocional e à perda de empatia.
Baixa realização pessoal (RP): A baixa realização pessoal refere-se à sensação de que o trabalho não tem significado ou propósito. As pessoas que experimentam isso podem sentir que estão estagnadas em suas carreiras, que não estão alcançando seus objetivos pessoais e que seu trabalho não está proporcionando a satisfação que desejam.
Quais os sintomas do Burnout?
- Agressividade
- Isolamento
- Mudanças bruscas de humor
- Irritabilidade
- Dificuldade de concentração
- Lapsos de memória
- Ausências no trabalho
- Baixa autoestima
Quais são as causas da Síndrome de Burnout?
O Burnout geralmente resulta de um conjunto complexo de fatores. Algumas das principais causas incluem:
Carga de trabalho excessiva: A pressão para atender a prazos apertados, lidar com demandas constantes e trabalhar longas horas pode contribuir para a exaustão emocional.
Falta de controle: A sensação de falta de controle sobre o próprio trabalho ou as decisões relacionadas a ele pode levar à frustração e ao desgaste.
Falta de recompensa: A ausência de reconhecimento, promoção ou recompensas adequadas pelo esforço e dedicação no trabalho pode levar à baixa realização pessoal.
Ambiente de trabalho tóxico: Um ambiente de trabalho caracterizado por conflitos, falta de apoio dos colegas e superiores, e uma cultura que não valoriza o bem-estar dos funcionários pode aumentar o risco de Burnout.
Esgotamento mental e Burnout têm cura?
Sim, ambas as condições possuem cura e o principal tratamento é a psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos), quando necessário).
Além disso, evitar as situações que ocasionam esses problemas (como sair de um trabalho tóxico, impor limites, etc..) também é uma estratégia para sair dessa situação.
Como lidar com o Esgotamento mental e Burnout
Se você estiver sentindo sinais de qualquer um desses problemas, é importante procurar ajuda profissional. Um atendimento psicológico pode te ajudar a identificar as causas dos problemas e desenvolver estratégias para lidar com eles.
A prevenção e o tratamento do Burnout envolvem estratégias individuais e organizacionais. Isso pode incluir:
- Autoconhecimento: Reconhecer os sinais precoces do Burnout em si mesmo e procurar ajuda quando necessário.
- Estabelecer limites: Definir limites claros entre trabalho e vida pessoal.
- Apoio social: Manter conexões sociais fortes e buscar apoio de amigos, familiares ou colegas.
- Gestão do estresse: Adotar técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação, exercício e terapia.
- Melhorias no ambiente de trabalho: As organizações podem promover um ambiente de trabalho saudável, oferecendo apoio aos funcionários, incentivando a comunicação aberta e promovendo um equilíbrio adequado entre trabalho e vida pessoal.
A conscientização, a prevenção e o apoio são essenciais para ajudar a lidar com essa questão de forma eficaz e promover o bem-estar no local de trabalho e na vida cotidiana.
Se você ou alguém que você conhece está sofrendo de Burnout, é importante procurar ajuda profissional. A saúde mental é fundamental e merece atenção e cuidado adequado.
Consequências do Burnout:
O Burnout não é apenas uma questão de estresse; tem implicações sérias para a saúde física e mental. Pode levar a uma série de problemas, incluindo:
- Depressão;
- Ansiedade;
- Problemas de sono
- Problemas de saúde física, como hipertensão e distúrbios gastrointestinais
- Diminuição do desempenho no trabalho
- Relacionamentos prejudicados
Conclusão:
O Esgotamento mental e o Burnout são problemas sérios que podem afetar sua saúde física e mental. Então, caso você esteja sentindo algum desses sintomas, é importante buscar ajuda profissional.
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Referências:
Dr. Drauzio Varella (https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/esgotamento-mental-nem-sempre-e-burnout/)
CNN Brasil (https://www.cnnbrasil.com.br/saude/como-identificar-sintomas-de-esgotamento-mental/)