Você já ouviu que a ansiedade é o mal do século? Hoje vamos te explicar tudo o que você precisa saber sobre ela, para não ter mais dúvidas e conseguir entender de uma vez por todas o que é, quais são os níveis, tipos, sinais e tratamento desse sintoma.
Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) os casos de ansiedade e depressão tiveram um aumento de 30% durante a pandemia de Covid-19. Esse foi um momento bem difícil em que todos tivemos que enfrentar os desafios do isolamento social e o crescimento de uma doença desconhecida.
Mesmo agora, em um mundo pós pandemia, o Brasil continua tendo a maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo, com cerca de 9,3% das pessoas.
Índice elevado de desemprego, recorrentes mudanças no rumo da economia e falta de segurança pública são apontados por especialistas ouvidos pela BBC Brasil como principais fatores para a alta prevalência de transtornos de ansiedade na população.
Mas nesse conteúdo vamos te trazer mais conteúdos sobre esse tema. Continue lendo!
Mas, afinal, o que é ansiedade?
A ansiedade é um sentimento natural que todos nós experimentamos em algum momento da vida. Ela pode ser causada por situações estressantes, como uma prova ou uma entrevista de emprego, por exemplo.
No entanto, quando passa a ser excessiva, persistente e desproporcional, pode se tornar patológica e ser necessário tratamento.
Quais são os níveis de ansiedade?
Ansiedade natural: É o sentimento comum que existe entre as pessoas. A pessoa fica na expectativa de que tudo dê certo em alguma situação, que pode ser um dia especial, uma prova, um encontro, etc.. Não é um sentimento que causa prejuízo e nem reduz a qualidade de vida.
Ansiedade leve: Os sintomas ansiosos começam a se intensificar, gerando paranoias, medos excessivos e problemas físicos que prejudicam a pessoa com o passar do tempo.
É essencial estar em acompanhamento psicológico para tratar os sinais, evitando que ele evolua para algo mais grave.
Ansiedade moderada: Nesse nível os sintomas ansiosos começam a se intensificar, gerando com paranoias, medos excessivos e problemas físicos que prejudicam a pessoa com o passar do tempo.
É essencial estar em acompanhamento psicológico para tratar os sinais, evitando que ele evolua para algo mais grave.
Descubra porque você é uma pessoa ansiosa
A ansiedade é como um quebra-cabeça complexo, com peças que se encaixam de diferentes maneiras na vida de cada pessoa. Imagine, por um momento, que você está sentado em um café, observando as pessoas passando na rua.
Você pode notar que algumas delas estão sempre se movendo apressadamente, enquanto outras parecem mais calmas e relaxadas. Por que será que algumas pessoas parecem tão ansiosas, enquanto outras lidam com a vida de forma mais tranquila?
A resposta está em uma série de fatores que podem influenciar a ansiedade de cada pessoa. Esses fatores podem ser como peças desse quebra-cabeça, se encaixando de maneiras únicas para criar a experiência individual de ansiedade.
Vamos dar uma olhada em alguns desses fatores para ajudar você a entender melhor por que pode ser uma pessoa ansiosa.
Genética: A predisposição genética desempenha um papel importante na ansiedade. Se você tem familiares com histórico de transtornos de ansiedade, você pode ter uma maior probabilidade de desenvolver a condição.
Desregulação neuroquímica: Alterações nos neurotransmissores (substâncias químicas do cérebro) como a serotonina, a noradrenalina e o GABA podem desempenhar um papel no desenvolvimento de transtornos de ansiedade. Um desequilíbrio nesses neurotransmissores pode contribuir para a ansiedade.
Eventos traumáticos: Traumas passados, como abuso, acidentes ou exposição a eventos traumáticos, podem causar ansiedade, incluindo Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Estresse prolongado: O estresse crônico no trabalho, na vida pessoal ou em outras áreas pode levar ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade. O estresse constante pode sobrecarregar a capacidade do corpo de lidar com o estresse, levando a sintomas de ansiedade.
Fatores ambientais: Ambientes adversos, como falta de apoio social, pobreza, violência ou instabilidade familiar, podem aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos de ansiedade.
Doenças médicas: Algumas condições médicas, como doenças cardíacas, hipertireoidismo e distúrbios neurológicos, podem desencadear sintomas de ansiedade.
Uso de substâncias: O consumo de álcool, drogas ou medicamentos podem desencadear ou agravar a ansiedade.
Fatores psicológicos: Padrões de pensamento negativos, autocrítica intensa e perfeccionismo podem contribuir para a ansiedade.
Mudanças de vida: Grandes transições na vida, como mudanças de emprego, divórcio, casamento, nascimento de um filho ou luto, podem ser desencadeadores de ansiedade.
Personalidade: Algumas características de personalidade, como ser muito sensível ou perfeccionista, podem aumentar a vulnerabilidade à ansiedade.
É importante observar que a ansiedade é uma reação natural a situações estressantes e desafiadoras. A ansiedade ocasional pode até mesmo ser adaptativa, ajudando-nos a enfrentar ameaças reais.
No entanto, quando a ansiedade se torna crônica, intensa e interfere significativamente na vida cotidiana, pode ser necessário buscar ajuda profissional. Fique atento à sua caixa de entrada para receber esses recursos valiosos.
A ansiedade é uma resposta natural ao estresse, mas quando ela se torna esmagadora, buscar ajuda é fundamental.
Quais são os tipos de transtorno de ansiedade?
Já sabemos que esse é um sentimento natural. No entanto, quando há algum desequilíbrio emocional mais grave, a ansiedade acaba sendo associada a transtornos que afetam muito a vida das pessoas. Os principais tipos são:
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): caracterizado por preocupação excessiva e constante, mesmo sem um motivo aparente. Os sintomas podem incluir dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade e fadiga.
Fobia social: é um medo intenso e que ocorre diante situações sociais ou de desempenho, como falar em público e tomar iniciativa frente a outras pessoas, por exemplo. Os sintomas podem incluir tremores, sudorese, palpitações e dificuldade de falar.
Síndrome do pânico: é caracterizada por ataques de pânico repentinos e inesperados. Esses episódios são intensos, podendo ocasionar falta de ar, palpitações, tontura e medo de morrer.
Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC): é caracterizado por pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Os pensamentos obsessivos são pensamentos ou imagens intrusivos e indesejados, que podem causar ansiedade. Os comportamentos compulsivos são ações repetitivas que a pessoa sente que precisa fazer para aliviar a ansiedade.
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): O TEPT ocorre após a exposição a um evento traumático e envolve sintomas como flashbacks, pesadelos, hipervigilância e ansiedade intensa relacionada ao trauma.
Transtorno de Ansiedade de Desempenho: Este tipo de ansiedade é específico para situações de desempenho, como falar em público, realizar em provas ou apresentações no trabalho. Pode causar ansiedade intensa antes e durante o desempenho.
Descubra o que é e como vencer a crise de ansiedade
A crise de ansiedade é quando ocorre um desequilíbrio em relação ao sentimento normal que é a ansiedade, causando a sensação de desespero e medo excessivo. Alguns sintomas de imediato que podem acontecer, são:
- taquicardia;
- tremores;
- sudorese;
- sensação de falta de ar;
- tontura e enjoos;
- tensão muscular;
- calafrios ou sensação de calor;
- despersonalização, irrealidade ou medo constante.
O que fazer se estiver em crise?
Nunca é fácil passar por essa situação, por isso reunimos algumas dicas que podem te ajudar caso esteja passando por isso, ou até mesmo prestar assistência a alguém que possa precisar de ajuda e esteja próximo a você.
Controle a respiração
Uma respiração acelerada causa a sensação de falta de ar e contribui para o aumento da ansiedade. Por isso, tentar respirar pausadamente pode ajudar durante as crises.
Experimente colocar a mão sob a barriga, bem na altura do diafragma. Inspire deixando a barriga encher de ar, não o pulmão, e solte devagar. Essa respiração é diafragmática e ajuda a diminuir os sintomas ansiosos.
Tente mudar o foco
Durante uma crise de ansiedade focamos apenas no medo e no gatilho que despertou essa sensação. Nesse momento, a técnica 5-4-3-2-1 pode ajudar. Para executá-la é simples: Observe os seus cinco sentidos (visão, olfato, paladar, tato e audição) e tente citar 5 itens em cada um deles.
Exemplo: Cite 5 coisas que você pode ver de onde está, 5 coisas que pode tocar (a roupa que você está usando), 5 coisas que pode ouvir, 5 coisas que pode sentir o cheiro e 5 coisas que pode provar (como um gole de água).
Faça outras atividades
Tente tomar um banho, ouvir alguma música, caminhar, correr, fazer alguma atividade que ajude a movimentar o corpo, pois isso evita o aumento da ansiedade.
Quais as consequências dos transtornos de ansiedade?
Quando não tratados eles podem comprometer a vida funcional da pessoa, gerando prejuízos nos relacionamentos pessoais e profissionais, a capacidade produtiva, vida pessoal e autoconfiança.
Nesse cenário, entram outros problemas que acometem a saúde física e mental como um todo, que são:
- Isolamento e solidão;
- Baixa autoestima;
- Dificuldade de cuidar de si mesmo;
- Sedentarismo;
- Emagrecimento excessivo ou obesidade;
- Compulsões;
- Vícios;
Como tratar a ansiedade?
O tratamento depende do nível e se possui algum transtorno associado. Em geral, o tratamento inclui uma combinação de terapia e medicamento, a depender de cada caso,
O atendimento psicoterapêutico pode ajudar a pessoa a identificar seus sentimentos e pensamentos, aprendendo a gerenciar suas emoções e a desenvolver estratégias perante situações que desencadeiam a ansiedade. Além disso, esse acompanhamento traz segurança, autonomia e qualidade de vida.
Além do tratamento mencionado acima, também existem algumas dicas que podem ajudar no alívio da ansiedade:
- Pratique exercícios regularmente.
- Evite o consumo de álcool,cafeína, açúcar e alimentos processados.
- Mantenha uma rotina regular de sono.
- Aprenda técnicas de relaxamento, como respiração profunda e meditação.
- Procure apoio social.
- Tenha uma alimentação equilibrada.
Transtornos de ansiedade tem cura?
Não existe uma cura para os transtornos de ansiedade, mas existem tratamentos e hábitos que podem ajudar a controlar as crises, como a terapia, a prática de atividades físicas e o uso de medicamentos em casos específicos.
Dessa forma a pessoa pode sim viver uma vida funcional e ser feliz.
Conclusão:
Se você está sofrendo de ansiedade, conte conosco na sua jornada de autoconhecimento.
Foi pensando em pessoas como você que desenvolvemos nosso Programa de Saúde Mental Integrada, criado para te ajudar a se libertar do medo e ansiedade que não te deixam evoluir e viver a vida que você sempre quis.
Com nossos Psicólogos capacitados e diferentes abordagens você pode investir na sua saúde mental e ver os resultados positivos dia após dia. Acredite no seu merecimento em ter uma vida feliz.
Estamos aqui por você!💜
Referências:
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) (https://www.paho.org/pt/brasil)
Vida saudável (https://vidasaudavel.einstein.br/crise-de-ansiedade/)